No dia 4 de outubro,
é assim que aparece:
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Simulação
Passei quatro décadas em rádio, TV e jornalismo de opinião. E dezessete anos dentro do Legislativo paulista, do lado de dentro do processo, não como espectador.
Isso não me torna melhor que ninguém. Torna mais difícil me enganar.
Eu sei como um projeto de lei nasce. Sei como ele morre na gaveta de uma comissão sem que ninguém precise votar contra. E sei a diferença entre um deputado que defende uma pauta e um deputado que apenas aparece falando dela.
É por isso que esta página é escrita, e não resolvida em três frases de efeito.
Cada uma está escrita por inteiro aqui embaixo. Se eu não cumprir, você vai ter o texto na mão.
Político condenado por corrupção nunca mais volta. E a empresa dele sai junto das licitações.
Ler a proposta Proposta 2 · TrabalhoAbrir o próprio negócio sem perder o benefício no primeiro dia. Cinco anos de transição.
Ler a proposta Proposta 3 · CoerênciaTodo voto meu publicado e explicado. Antes de ser cobrado, não depois.
Ler a propostaHoje funciona assim. O político é condenado por corrupção, cumpre o prazo, espera a inelegibilidade acabar e volta. Volta como candidato. Volta como cargo de confiança. Volta como diretor de partido.
E tem uma parte que quase ninguém olha. A empresa dele nunca chegou a sair. Continua na licitação, continua prestando serviço, continua faturando com dinheiro público enquanto o dono cumpre pena.
A Ficha Limpa suspende. Esta proposta encerra. E fecha a saída que a Ficha Limpa deixou aberta: o CNPJ que continua trabalhando enquanto o CPF está de castigo.
Vale para todos. Inclusive para o meu lado. Não é lista de nome, não é caça a adversário, não é acerto de conta. É regra.
O que você achou de Banimento Permanente?
Existe uma armadilha que quase ninguém discute com honestidade.
A pessoa quer trabalhar por conta. Sabe costurar, sabe pintar, sabe cuidar de jardim, sabe assentar piso. Mas no dia em que ela formaliza o MEI, o benefício acaba e o negócio ainda não anda. Não tem cliente, não tem máquina, não tem como chegar até o serviço.
Então ela faz a conta e não sai. E aí alguém chama isso de acomodação.
Não é acomodação. É matemática.
Não é aumentar benefício. E não é cortar benefício. É construir a porta de saída que hoje não existe, que faz o benefício deixar de ser destino e virar passagem.
O que você achou de MEI Vulnerável?
Conservador vota conservador. Parece óbvio. Não é o que acontece.
O eleitor vota numa pauta e descobre meses depois que o voto do deputado foi outro, decidido em acordo de bancada, em troca de emenda, em cálculo de conjuntura. E ele nunca fica sabendo, porque ninguém conta.
Isso não é ataque a partido nenhum, nem ao meu. É compromisso sobre como eu voto.
O que você achou de Voto Aberto?
Estas são as três que eu escrevi por inteiro, porque são as que dependem de detalhe para funcionar. O trabalho não para nelas.
Órgão público compra uniforme, merenda, jardinagem, pintura e manutenção todo mês. Quase nada disso chega ao negócio da esquina. Quero entender por quê e mudar o desenho da compra pública para que chegue.
Quem tem cinco funcionários paga, proporcionalmente, como quem tem quinhentos. Isso trava contratação na base da economia.
Policial se mata mais do que morre em serviço. É um dado que quase ninguém encara e não existe programa federal à altura.
Inclusive de quem não tem religião nenhuma. Direito que só protege um grupo não é direito, é privilégio.
Sala de aula é lugar de formar quem pensa, não de formar quem concorda.
Parte sim, parte não, e eu prefiro dizer qual é qual. As três propostas desta página são matéria federal. Uma é emenda constitucional, uma é lei ordinária com desenho orçamentário, uma é compromisso de mandato. Agora, escola do seu bairro, buraco na sua rua e posto de saúde não são comigo. São do prefeito e do governador. Quem promete isso numa campanha para deputado federal está mentindo ou não sabe o que o cargo faz.
É pena severa, e proposital. A questão não é o tamanho da punição sobre a pessoa, é o tamanho do incentivo. Enquanto voltar for possível, roubar continua sendo cálculo de risco. O ponto que quase ninguém discute é o outro: a empresa que nunca saiu. Punir o CPF e liberar o CNPJ é punição de fachada.
Não. O gasto tem prazo e destino: cinco anos e um negócio de pé no fim. O que existe hoje não tem nem prazo nem porta de saída. Quem quer sair não consegue, porque sair custa mais do que ficar. A proposta muda essa conta, não o valor do benefício.
Seria, se fosse só publicar. A parte que dói é explicar antes de ser cobrado, inclusive nas votações em que o meu voto for impopular no meu próprio campo. É por isso que quase ninguém faz.
Não. Segurança é a pauta mais disputada do meu campo e não é onde eu tenho algo novo a acrescentar. O que quase ninguém do meu lado está discutindo é como quem trabalha por conta consegue sobreviver e crescer. Foi ali que eu escolhi trabalhar.
Porque eleição proporcional funciona por quociente e ninguém se elege sozinho no Brasil. Isso não me obriga a votar contra o que eu defendo, e a proposta Voto Aberto existe exatamente para tornar isso verificável por você.
Mas o que chega aqui, eu leio.
Me conte o que está travado na sua cidade. No seu negócio, no seu bairro, na sua rua. Isso entra na minha lista de trabalho, não numa lista de disparo.
Seus dados ficam com a campanha, não são vendidos nem repassados. Você pode pedir a exclusão a qualquer momento pelo e-mail no rodapé.
Leu três propostas inteiras. Viu o que cada uma faz, para quem, e onde ela para. Isso é raro. E não é mérito meu, é seu.
Agora existe uma diferença entre concordar e mudar alguma coisa. Concordar é gratuito. Mudar exige que a ideia saia daqui.
E aqui vai a parte que talvez você não esperasse ler numa página de campanha: nenhuma das três propostas depende de mim para ser boa. Banimento Permanente continua certo mesmo se quem levar for outro. MEI Vulnerável funciona mesmo que outro deputado assine. Voto Aberto é o mínimo que qualquer parlamentar deveria oferecer, e eu ficaria satisfeito se cem deles copiassem amanhã.
Por isso eu não vou pedir que você compartilhe o meu nome. Vou pedir que você compartilhe a ideia.
Mande para três pessoas que reclamam de política e nunca leram uma proposta inteira na vida. Uma vai discordar de você. As outras duas vão perguntar por que ninguém tinha dito isso antes.
Em outubro, alguém vai te perguntar por que você votou como votou.
Você vai ter uma resposta escrita. Quase ninguém vai.
Anúncio de Luis Ferrara. Não é conteúdo da campanha de José Carlos Bernardi.